Pseudos

Sê homem e siga apenas a ti! A ti!

– Goethe

A frase acima há de causar estranheza de maneira distinta em cada um dos que a leem. Para alguns, o fato de invocar a figura masculina em associação àquilo que se compreende como valentia e força é um absurdo. Para outras pessoas, a proposta de se trilhar o próprio caminho em tempos de tantos guias espirituais-financeiros-profissionais é um tanto dispensável.

O autor da oração acima se viu em vias de extrema necessidade por elaborar tremenda sentença de ordem ao, dado o sucesso de sua obra Os sofrimentos do jovem Werther, ver um grande número de europeus imitarem aquilo que fez o personagem principal da história: o suicídio face ao infortúnio amoroso.

Deu-se então, pelo velho continente, uma grande onda de rapazolas a reproduzir com fidelidade até as vestimentas do amante de tenra idade. Um desatino que fez com que o nobre escritor fosse a acrescentar em sua reedição literária a frase ordenando que deixassem os moribundos apaixonados de ser ovelhas do rebanho.

Quem caminha pela via de classificar a frase como machista incorre numa besteira tremenda. Ora, analisar uma expressão tardiamente no século XXI pela ótica de hoje, quando a discussão de gênero não só é válida como necessária, porém tão distante daquele contexto do século passado é pra lá de injusto, senão obsceno.

Muito me espanta a necessidade de guias e coaches hoje? Não, claro que não, afinal, as pessoas não leem já há muito tempo. Não leem nada que não seja auto-ajuda ou livros que, eles mesmos, assumem a postura do coach mas em papel e tinta. A lista de best-sellers é ocupada quase totalmente pelos títulos que tratam de vencer na vida, de acumular riquezas, de ter sucesso aqui ou ali.

E isso não é uma crítica ao tema, absolutamente!

Mas todo o conteúdo dessas obras, todo o exposto nas palestras dos coaches, todo o método da vitória nada mais é que a tradução de conceitos filosóficos que já os gregos clássicos, esses pilares humanos da grandiosidade da vida, analisaram, deduziram, debateram e receitaram há milhares de anos. E, convém lembrar, de maneira MUITO mais profunda.

É lugar comum a ideia de que quando não se encontra um caminho, devemos fazê-lo. Pois bem, criar é um tanto diferente de comprar pronto.

O que somos todos, ao menos em ideia e representação? Agonistas! E o que é agonismo?

Agonista (do grego αγωνιστής, translit.agonistés, através do latim tardio agōnista“: ‘competidor, equivalente’) é uma pessoa engajada em um conflito, desafio ou competição. Ou seja, alguém que vence a batalha por enfrenta-la e resistir à dificuldade com força no mínimo igual, muitas vezes maior.

É você um agonista em verdade? Ou tão somente em ilusão daquilo que gostaria de ser?

Lembrando, a farmácia militar da alma qual é? O remédio mais eficaz?

A vitória!

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